feira (27), em Belo Horizonte. Em entrevista ao Minera Minas durante o evento, Luiz Carlos, gerente de Mineração da XCMG, explicou que a empresa tem usado a feira para mostrar tanto equipamentos que já chegaram ao mercado quanto aqueles que ainda estão passando por testes e adaptações para as condições brasileiras.
“Estamos buscando, através da engenharia de produto e da engenharia de aplicação, a homologação e as adaptações ao mercado brasileiro”, afirmou.
A carregadeira híbrida está justamente nessa fase. Segundo Luiz Carlos, a fabricante realiza homologações de campo do equipamento com acompanhamento das equipes de engenharia.
Entre a combustão e a eletrificação
A XC988-HEV mantém um motor a combustão, mas utiliza acionamento elétrico. Seu sistema de propulsão conta com dois motores elétricos e elimina a transmissão convencional.
Segundo informações divulgadas pela XCMG, a arquitetura foi desenvolvida para reduzir perdas de energia e oferecer resposta rápida e elevado torque em aplicações de alta exigência.
O equipamento tem capacidade nominal de carga de 8,5 toneladas, potência de 480 kW e peso operacional de aproximadamente 27,6 toneladas. A bateria utilizada é de fosfato de ferro-lítio, com capacidade de 99,11 kWh, e permite recarga rápida.
A fabricante apresenta o sistema híbrido como uma alternativa para operações que buscam maior eficiência energética e redução dos custos operacionais sem abrir mão da capacidade exigida em atividades como mineração, portos e movimentação de agregados.
A divulgação do equipamento, no entanto, não informa quanto o modelo reduz efetivamente o consumo de combustível em relação a uma carregadeira convencional equivalente, nem a diferença no custo de aquisição. Esses indicadores serão determinantes para medir o retorno econômico da tecnologia para as mineradoras.
Do teste à operação
Enquanto a carregadeira híbrida ainda passa pelo processo de homologação, outra tecnologia eletrificada da fabricante já está presente em operações brasileiras.
O caminhão de mineração XDE130, também exposto na Exposibram, utiliza sistema de acionamento diesel-elétrico e tem capacidade para transportar até 120 toneladas.
Luiz Carlos afirma que o equipamento já é uma “grande realidade” entre clientes da companhia.
Com 205 toneladas de peso bruto total carregado, o XDE130 possui caçamba com capacidade entre 60 e 73 metros cúbicos. Entre os recursos embarcados estão controle de peso, visão de 360 graus, sensor de fadiga do operador, monitoramento das condições da via e controle eletrônico de estabilidade.
A diferença de estágio entre os dois equipamentos ajuda a mostrar um dos caminhos da introdução de novas tecnologias nas minas: antes de chegar à operação em escala, máquinas precisam ser testadas e adaptadas às condições encontradas no mercado brasileiro.
Caminhão-pipa de 60 mil litros também é lançamento
Além da carregadeira híbrida, a XCMG levou à Exposibram um caminhão-pipa desenvolvido sobre o chassi XGA110 e com tanque de 60 mil litros.
Segundo Luiz Carlos, o equipamento foi desenvolvido em parceria com um fornecedor da companhia e está entre os lançamentos apresentados nesta edição da feira.
O modelo é voltado a atividades como umectação de vias, controle de poeira e apoio à infraestrutura das minas.
A fabricante também expõe equipamentos para outras etapas da operação mineral, entre eles escavadeiras e britadores.
Para o gerente de Mineração da XCMG, essa amplitude é resultado dos investimentos da companhia em pesquisa e desenvolvimento. Ele afirma que a empresa já possui equipamentos capazes de atender diferentes demandas dentro de um site de mineração.
Minas no centro da operação brasileira
A estratégia da fabricante no país tem uma conexão direta com Minas Gerais. A XCMG mantém em Pouso Alegre, no Sul de Minas, uma fábrica com mais de 1 milhão de metros quadrados de área. Segundo a companhia, a operação brasileira conta com cerca de 3 mil profissionais e mais de seis unidades dedicadas ao atendimento do segmento mineral.
Na entrevista ao Minera Minas, Luiz Carlos destacou os investimentos feitos pela empresa na unidade mineira ao longo dos últimos 15 anos e relacionou a estrutura brasileira à capacidade de adaptar equipamentos desenvolvidos globalmente às demandas dos clientes locais.




